Exclusivo: Walter Rodrigues conta tudo! (Parte I)

01 novembro


O estilista é um dos brasileiros com maior destaque no cenário nacional e internacional. Nascido no interior de São Paulo, em Herculândia, ainda pequeno mudou-se para a também paulista Tupã, que recebia imigrantes de vários lugares do mundo.
Foi nesse ambiente multicultural, entre histórias contadas pelo batchan [avô] de seu amigo Pedro e o dia a dia dividido com amigos de muitas nacionalidades, que ele percebeu a sua afinidade pela questão estética e encontrou na moda uma maneira de se expressar.


Com tranquilidade e simplicidade ímpares, Walter me contou um pouco mais sobre sua carreira, sua vida e outras questões do mundo da moda. Que tal conhecer um pouco mais sobre ele?

[O INÍCIO]
Pautando Estilo – Quando você descobriu que queria trabalhar com moda?
Walter Rodrigues - Vixii!!! Isso foi no século passado! (risos) Faz muito tempo. Foi nos anos 1970. Eu morava numa cidade muito pequenininha no interior de São Paulo e toda a questão estética sempre me interessou e daí foi um passo. Moda era talvez o caminho mais fácil pra chegar nesta percepção de desejo. Pra mim foi uma forma de comunicar minhas ideias e de falar das coisas que eu gosto, tanto que isso durou até 2012 quando eu disse: “Tô cansado, eu não quero mais fazer”.

P. E. - É verdade que você fez curso de técnico em química e que abandonou para trabalhar numa loja?
W. R. - Verdade! A minha cidade fica no interior de São Paulo [eu nasci em Herculândia, mas cresci em Tupã por que era uma cidade maior e tinha mais condições de escola, por isso a gente mudou para lá]. Tupã era praticamente agrícola e tinha destaque na pecuária e ai as pessoas começaram a trocar por cana, por que nos anos 70 o governo criou o Pro Álcool. Era uma nova energia e tinha muito emprego. Eu fui fazer o curso técnico em química por que eu naturalmente faria engenharia química e teria emprego. Apesar de gostar de estudar humanas, meu sonho era fazer antropologia, sempre quis fazer antropologia, mas no final acabei fazendo antropologia na moda. Eu não fazia química por que eu amava, fazia por que era uma oportunidade de trabalho apesar de ser um bom aluno e de gostar de estudar. Mas, eu acho que tem tudo a ver também por que química tem pesquisa, tem haver com disciplina e a moda também. 



[O SUCESSO]

P. E. - Quando você viu uma peça sua na passarela pela primeira vez, qual foi a sensação?
W. R. - Eu acho que foi em 1992. Eu já trabalhava com moda e já tinha trabalhado pra outras marcas, já tinha visto desfiles e criações minhas nestes desfiles, mas não ainda com meu nome. Eu acho que é muito importante você perceber, o desfile é talvez a forma mais importante e impactante de dizer aquilo que você quer dizer, por que, como eu já te disse, moda é comunicação. Eu acho que eu senti, nem lembro mais, mas acho que eu fiquei muito orgulhoso, por que é muito difícil ter um desfile, ele é muito custoso e difícil de se organizar.

Dono de um trabalho muito autoral, Walter, além de inserir a antropologia e passear por diversas culturas em seus trabalhos, também buscou trazer, ainda nos anos 90, a identidade brasileira, hoje tão valorizada, para as suas coleções. Foi com base nestes preceitos que ele criou, em 1992, a marca Walter Rodrigues, em parceria com sua amiga de longa data Áurea Yamashita.

Quer saber como foi a parceria de Walter e Áurea? #aperteoplay




Clique aqui e leia a segunda parte da entrevista

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2 comentários

  1. Gostei muito da entrevista. Ansiosa pela segunda parte.

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    1. Que bom que você gostou, Sana!
      Quando liberar a segunda parte te aviso!

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